sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mao Tse-Tung - O livro vermelho


O livro vermelho (Mao Tse-Tung)

«Constitui tarefa muito árdua assegurar um vida melhor às várias centenas de milhões de chineses e fazer do nosso país, econômica e culturalmente atrasado, um pais próspero, poderoso e com alto nível de cultura» (TUNG, 1972, p. 5).

«A revolução é uma insurreição, é um ato de violencia pelo qual uma classe derruba outra» (TUNG, 1972, p. 13).

«Para se concluir a consolidação definitiva, é necessario [...] realizar uma luta revolucionaria e uma educação socialistas constantes e árduas, quer na frente política que na frente ideológica» (TUNG, 1972, p. 30).

«A nossa tarefa atual é reforçar o aparelho de Estado o povo sobretudo o exército popular, a polícia popular e os tribunais populares a fim de consolidar a defesa nacional e proteger os interesses do povo» (TUNG, 1972, p. 40). [Obras Escolhidas, Tomo IV. Sobre a ditadura democrática popular, em 30 de junho de 1949].

«A ditadura democrática popular implica dois métodos. Com relação aos inimigos usa o método ditatorial [...]. Com relação ao povo, ela não usa o método da compulsão, mas sim o da democracia, quer dizer, há que deixá-lo participar nas atividades políticas, sem compeli-lo a fazer isso ou aquilo, mas antes empregando o método da democracia, educando-o e persuadindo-o» (TUNG, 1972, p. 45-46).

«O nosso Governo Popular é um governo que representa genuinamente os interesses do povo, um governo que serve ao povo» (TUNG, 1972, p. 50-51).

«O principio de usar métodos distintos para resolver contradições distintas é um principio que os marxistas-leninistas devem usar rigorosamente» (TUNG, 1972, p.55).

«A única via para resolver as questões de natureza ideológica ou as controvérsias no seio do povo é o uso do método democrático, da discussão, da crítica, persuasão e educação, e nunca o uso de métodos de coerção ou repressão» (TUNG, 1972, p. 56).

«Para poder dedicar-se com eficacia à produção e ao estudo, e a fim de ordenar de forma correta a sua vida, o povo exige que o seu governo e os responsáveis pela produção e pelas organizações de cultura e educação formulem disposições administrativas adequadas com caráter obrigatório. O bom senso diz que a manutenção da ordem pública seria impossível sem tais disposições. As disposições administrativas e o método de persuasão e educação completam-se mutuamente na resolução das contradições existentes no seio do povo» (TUNG, 1972, p. 56-57).

«Pode, portanto, dizer-se que a política é a guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, política sangrenta» (TUNG, 1972, p. 64).

«As revoluções e as guerras revolucionarias são inevitáveis numa sociedade de classes» (TUNG, 1972, p. 65).

«O poder político nasce do fuzil» (TUNG, 1972, p. 66).

«A tarefa central e a forma suprema da revolução é a conquista do poder político pelas armas, é a solução desse problema pela guerra» (TUNG, 1972, p. 67).

«O exército é o principal componente do Estado. Todo aquele que quiser conquistar e manter o poder de Estado deverá possuir um forte exército» (TUNG, 1972, p. 68).

«As armas e o Partido Comunista Russo criaram o socialismo» (TUNG, 1972, p. 68).

«Pela força das armas a classe operaria e as massas trabalhadoras podem derrotar a burguesia e os senhores de terras que estão, ambos, armados. Nesse sentido é correto dizer-se que só com as armas se pode transformar o mundo» (TUNG, 1972, p. 68).

«Quando a sociedade humana avançar até o ponto em que as classes e os Estados desapareçam, não haverá mais guerras, nem contra-revolucionarias nem revolucionarias, nem injustas nem justas será a era da paz eterna para a humanidade» (TUNG, 1972, p. 69).

«Para combater o inimigo, nós formulamos, no decorrer dum longo período, o conceito seguinte: estrategicamente, desprezar todos os inimigos e, taticamente, tê-los em muito boa conta» (TUNG, 1972, p. 86).

«O nosso principio é o seguinte: o Partido comanda o fuzil, e jamais permitiremos que o fuzil comande o Partido» (TUNG, 1972, p. 113).

«Nunca devemos fingir que conhecemos aquilo que não conhecemos, ‘nem ter vergonha, de consultar os nossos subordinados’, pelo contrario, devemos escutar cuidadosamente os pontos de vista dos quadros e escalões inferiores» (TUNG, 1972, p. 120).

«No plano orgânico, é necessário assegurar uma democracia sob direção centralizada» (TUNG, 1972, p. 127).

«O essencial é, naturalmente, dar uma educação ideológica obre a linha de massas, devendo-se, ao mesmo tempo, ensinar a esses camaradas muito dos métodos concretos de trabalho» (TUNG, 1972, p. 134-135). “Conversa com os redatores do Diario Xansi-Sueiyuam” (2 de abril de 1948), Obras Escolhidas Tomo IV.

«Enquanto as massas não estão conscientes e desejosas, toda especie de trabalho que requerer a sua participação resulta em mera formalidade e termina num fracasso» (TUNG, 1972, p. 136-137)

«O autoritarismo é errôneo, seja em que tipo de trabalho for, porque ultrapassa o nível de consciência política das massas e viola o principio da ação voluntaria destas» (TUNG, 1972, p.139).

«As armas são um fator importante na Guerra, mas não são o fator decisivo. É o homem, e não as coisas, quem constitui o fator decisivo» (TUNG, 1972, p.152-153).

«A educação ideológica é a chave que importa dominar na realização da unidade do conjunto do Partido com vistas às grandes lutas política» (TUNG, 1972, p. 155).

«Todos os departamentos e organizações devem assumir as suas responsabilidades de trabalho ideológico e político. Isso se aplica tanto ao Partido Comunista, como à Liga da Juventude [...] e em especial, aos diretores e professores dos estabelecimentos de ensino» (TUNG, 1972, p. 156-157).

«O que conta realmente no mundo é ser consciente; é nesse sentido que se esforça particularmente o Partido Comunista» (TUNG, 1972, p. 162).

«Os comunistas devem usar o método democrática de persuasão e educação na sua atividade entre o povo trabalhador, sendo absolutamente inadmissível que adotem uma atitude autoritária ou meios de coerção» (TUNG, 1972, p. 166).

«XVI. A EDUCAÇÃO E A INSTRUÇÃO MILITAR. A nossa política, no domínio da educação, deve permitir que todos os que a recebam se desenvolvam moral, intelectual e fisicamente, e se convertam em trabalhadores cultos e de consciencia socialista» (TUNG, 1972, p. 180).

«Os incontáveis fenômenos do mundo exterior objetivo refletem-se no cérebro humano através dos cinco órgãos dos sentidos vista, ouvido, olfato, gosto e tato; assim se constitui, no início, o conhecimento sensível. Quando esses dados sensíveis se acumulam suficientemente, produz-se um salto pelo qual eles se transformam em conhecimento racional, quer dizer, idéias. Eis aí um processo no conhecimento. Trata-se da primeira etapa do processo global do conhecimento, a etapa que vai da materia objetiva ao espírito subjetivo, da existencia às ideias» (TUNG, 1972, p. 225).

«Todos os conhecimentos autênticos resultam da experiencia direta» (TUNG, 1972, p. 227).

«Nada é mais cômodo no mundo que a atitude idealista e metafísica, na medida em que permite que se afirme seja o quer for sem se ter em conta a realidade objetiva e sem se submeter ao controle desta» (TUNG, 1972, p. 230).

«No interior de toda a coisa ou fenômeno há contradições, daí o seu movimento e desenvolvimento» (TUNG, 1972, p. 231).

«A filosofia marxista considera que a lei da unidade dos contrários é a lei fundamental do universo. [...] Para cada coisa ou fenômeno concreto, a unidade dos contrários é condicional, temporaria, transitoria e, portanto relativa, enquanto que a luta dos contrários é absoluta» (TUNG, 1972, p. 232-233).

«A unilateralidade significa pensar em termos absolutos, quer dizer, é encarar os problemas de maneira metafísica» (TUNG, 1972, p. 239).

«Ao mesmo tempo em que reconhecemos que no decurso do desenvolvimento geral da historia o material determina o espiritual, o ser social determina a consciencia social, nós reconhecemos e devemos reconhecer a ação que, em contrapartida, o espiritual exerce sobre o material, a consciencia social sobre o ser social, a superestrutura sobre a base econômica. Isso não é contrariar o materialismo, pelo contrario, é evitar cair no materialismo mecanicista, é perseverar firmemente no materialismo dialético» (TUNG, 1972, p. 241).

«O Estado popular protege o povo. É somente depois que o povo passa a dispor dum tal Estado que ele pode, por métodos democráticos, educar-se e reformar-se à escala nacional, e com a participação de todos, desembaraçar-se da influencia dos reacionarios do interior e do estrangeiro» (TUNG, 1972, p. 271).

«No seio do povo, a democracia é correlativa ao centralismo e a liberdade é correlativa à disciplina. [...] Sob tal sistema, o povo goza duma ampla democracia e liberdade mas, ao mesmo tempo, ele deve manter-se dentro dos limites da disciplina socialista» (TUNG, 1972, p. 276).

«Capitulo XXVII. A CRÍTICA E A AUTOCRÍTICA. O partido Comunista não teme a crítica porque nós somos marxistas, temos a verdade do nosso lado» (TUNG, 1972, p. 280).

«Com respeito às falhas pessoais, desde que não estejam relacionadas com erros políticos ou de organização, não se torna necessário criticá-las demasiadamente, pois, de contrário, os camaradas em causa ficarão perdidos, sem saber o que fazer» (TUNG, 1972, p. 286). [In: Sobre a eliminação das concepções errôneas no seio do Partido (Dezembro de 1929). Obras Escolhidas, Tomo I.

«Um comunista deve preocupar-se mais com o Partido e as massas do que com qualquer individuo» (TUNG, 1972, p. 291).

«As mulheres chinesas constituem uma grande reserva de força de trabalho. Essa reserva deve ser aproveitada na luta pela construção dum país socialista» (TUNG, 1972, p. 323).

«O nosso objetivo é garantir que a literatura e a arte se integrem como parte componente no conjunto da máquina da revolução, que funcionem como uma arma poderosa para unir e educar o povo, para atacar e destruir o inimigo, e que ajudem o povo a combater o inimigo com um mesmo sentimento e uma mesma vontade» (TUNG, 1972, p. 326).

TUNG, Mao Tse. O livro vermelho. São Paulo: Global, 197[2], 343p.

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